18.7.17

{filho da força é bineyamiyn}

no destempero cotidiano

se houver clemência
é na boca dos corpos notívagos:

transeuntes febris dessas ruas
onde atravessamos solapados

sob o lume do desenfreio
minguante

[ou é crescente no agora?]

se houver clemência
é esse piano friccionado

por dedilhares tão pretos
quanto o negrume da
noite

prece de força contra
o açoite que mais que
rima do verso

é clichê em nossos dorsos.


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