12.6.17

totem

"Madrugada 
O vazio da casa, sua voz e mais nada"
[Allen Alencar / Héloa] 


sopro em imbondeiro é lasca
d'um sorriso teu.

cheiro de alfazema e outras-ervas
mais.

miçangas invisíveis no que
permeia corpo-bantu.

observar deslocada da agitação
dançante é foto-
grafar

teus movimentos noturnos.

meu totem é a língua que
me foi dada,
sabe?

saliva enredada no lábio da noite
papilas em oroboro de cavalo marinho

[devora o próprio rabo,
significa,
mas, nem sempre:
diz]

entalho o mistério na carne
porosa

quentura / memória,

qualquer coisa
de sal

_________________sem

lágrima________________


me permito sagrada no silente
do cômodo

nisto que habita
no que não direi.

no depois do ruído,


de tu.

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