16.5.17

se guardo banzo no peito


parece óbvio ser de violência
o corpo-memória
inscrito na travessia.

então digo: não só.

se recolho como segredo
o que pulsa sal i[n] sangue

também
cuido reparo na mistura
de cereal & camomila


esparramo a óleo
(de) palma(s), unhas,
falanges

inscrevo pelo tacto
a diáspora:

no que é pele-quilombo,

no que me trovoa
mulher, aroma, pitanga.


se o banzo foi-me
cravado em diástole

é em canto malembe

que yabás acalentam
minha língua.

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