1.11.16

ponte aérea: da fantasia ao inexistente

Para Bárbara & Joana 
que dizem que penso-demais



"ei, você, 
não me deixa morrer
sem saber, hein, 
qual é o gosto do teu beijo"
[chinelo de couro]


na busca d'um verso
que dê conta
da citação.


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ou maneiras de despistar
aromas que
inventei.

desguiar
das
fabulações.

maldizer
bençãos
telúricas

as sombras
da pitangueira.

pôr racionalidade
nesse-teu
 je ne sais quoi.

como se deslocar
o idioma pudesse
solucionar

a matemática
onde x

é o encantamento

dado
também

no encontro
d'um haikai

que contém
a perfeição
exata

da tua fugidia
existência
em flor.

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