9.5.16

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como é fútil e bonito o estourar das bolhas na espuma de leite. alargo os minutos nessa contemplação rotineira e, logo, sinto vergonha, como tivesse deixado impor-se, em minha carcaça, a pequena-burguesa que não sou. 

é no atrapalhamento de reprimir certa alienação - necessária para sobrevivência cotidiana do trabalhador, para que as quarentahorasemanais não se limitem ao papel de forca - que desfaço a espuma em gole urgente, a língua ferida e latejante. muda. 

assim se exercem as pequenas punições.


(a neguinha queria prazer, é?)



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