17.4.16

.poesia [des]adormecida em mim.

para Mariana Castro


01 -


consinto 
meu calar
na solitude
ajangadada

avisto-os 
no através
da redoma
lupa-vista

me 
alembro
cá 
tão longe

cheiros
gostos
povoados

saudade 
assoma
ao peito

faz-invento
d'uma busca

é de foz
encontro-d'água
polifonia de
desejo

tenta uma
tenta duas
por fim
se
desatenta

que o
além-mar
é o meu mapa
aqui onde
nada alcança

nem as ondas
nem ruído

nem a brisa
balanceia

não se sabe, 
afinal,
quem numera
estas
margens.

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