11.3.16

a morte como significante - outras referências.



Para Daniela Landin, uma vez mais.


"Olho-o e vejo nos seus ombros o peso da vida. Vive de olhos fechados como se não mais quisesse olhar para o mundo. Dentro daquela alma deve estar muito escuro. Dentro do coração deve haver muitas feridas. Cicatrizes. Cancros. Deve haver decepções e frustrações do tamanho do mundo. Deve haver uma paixão ardente pela morte que não vem. Cumprimento-o. Responde-me com aquela voz lenta, moribunda, desinteressada. Tudo nele é o prenúncio da morte."

Paulina Chiziane, 2006.
Niketche. p.97.




Graciela Iturbide / “Cemitério”, Juchitán, Oaxaca, 1988

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