14.12.15

desconfessionário

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falemos, então, dos rios, de que há naufrágios, sempre os há. falemos da derrocada, do suplício nos degraus enquanto a maré engole a cidade-a-piche. desses cortes tão profundos trazidos nas laminas de sal, do que verte em sangue enquanto os caiaques buscam remo - esse canto é só escracho de sereia, né, nego? - mas, não importa se o estouro das barragens foi só descuido teu, se é um lugar meu cada tromba d'água,  é tudo dor, afinal, é tudo redemoinho:  alcançar as margens, mas nunca o porto.




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