16.11.15

"companheira me ajude que eu não posso andar só. eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor"

Sobre o IX Abayomi Aba - Pela Juventude Negra Viva



Percalços no nosso cotidiano já é matéria dada. É histórico, cíclico, já sabemos e já contamos com isso. Se acrescentamos um olhar breve às notícias, fica ainda mais difícil resistir a certo niilismo. 

Mas, ainda bem que sempre cabe o clichê do 'mas', se olhamos atentamente, o que vemos para além, é a panela fervendo, são as maiorias abrindo os dedos endurecidos para entrelaçar-se a outros tão iguais, tão distintos, tão sanguíneos. O que vemos é demanda & reeação, é coro, é arte & luta se misturando uma-noutra, dos centros às periferias.

E assim, tivemos um sábado organizado por uma mulherada porreta, um sábado quente, um sábado de luta, um sábado de muitas pulsões & bonitezas, um sábado de escola circo & uma juventude linda fazendo arte como contestação, um sábado de grafites, turbantes, pinturas, tranças & cores, um sábado de debates ( as mulheres, a negritude, os indígenas, as violências / intolerâncias...), um sábado de fraternidade, sororidade & reverberações. É assim também que construímos uma força de resistência; a busca por outros dias que sejam como sábado. Por ele tomo uma liberdade e altero o verso de Maya Angelou: sobretudo, nós nos levantamos! 

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