19.8.15

os dedos lambem aquelas feridas

Não há espera para a calmaria d'um invólucro total [de que se trata o todo quando não se sabe desmedir as próprias lonjuras?] o desejo é apenas pôr-pausa, uma fenda possível por-entre a luta e a sobrevivência: medíocre, mundana, impossível. Que estas pontas que afagam, breves, com unhas quebradiças e irregulares, perscrutem as reentrâncias, ultrapassem essas nódoas - mas, não sem notá-las, não sem se ter permitido à cartografia doutro.  Os ermos também possam confluir. 

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