11.6.15

penumbra

o ar que falta é gripe, ressaca, são os sinais de um desejo turvo, de quem tateia pela sala às cegas - a luz é barroca, meu bem: entra pela janela esquerda, pontualmente, na venda que enlaça aqueles olhos castanho-escuros. o ar que falta, o esforço compensatório do corpo abatido n'um coração atordoado - palpitações destoadas.  o ar que falta é mouco, retumba ermos com a lentidão d'outra atmosfera: ela avança alguns passos, está prestes a virar num cômodo, sozinha - os telespectadores suprimem o próprio ar.


há uma trilha.



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