13.4.15

uma canção para.

O melhor é deixar antever o gozo, prostrar-se frente à epifania dos corpos distantes,

[inalcance da matéria / prazer de rememória]

Perceber no prenúncio do suspiro que o após desimporta-se, 
a navalha em riste esmorece,
 torna-se firula em mãos desajeitadas de criança,

[fendas dantes abertas a golpes toscos de passividade cicatrizam-se]

Não mais subsistir nas sinapses d'um desejo sem transcendência.

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