7.4.15

Nota # 50

Abrandar, querida,
é saber fincar bandeira nestas poças sujas
largar-se ao que apraz os vendavais cinzentos
[sinos e glórias do cotidiano fabril]
não prescindir de fitoterápicos & rivotris
seguir como se a carne fosse ponteiro
como se a pilha fosse infindável
e o tempo que escorre 
o fio d'uma paz
apaziguar as pulsões selvagens
é quiça atar-se 
a tais fragmentos de forca
tomar la muerte por anedota
não se dispor às
tentações hermenêuticas
saber existir na alienação
sutil das parábolas

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