4.11.14

Confessionário | ATO VII

É muito difícil o corte. A separação exigida para sobreviver a si mesmo, ao estomago reduzido a uma ínfima ervilha num movimento que se duplica no oco expandido por todo tecido ósseo. É muito complexo ser além das próprias subjetividades, se colocar numa posição que nunca esteve apenas para suster o corpo ereto que acaba sempre meio-curvado e torpe. A máscara não cabe direito, a boca pende ligeiramente para fora do buraco, o suficiente para ficar emudecida pelo plástico, enquanto os olhos, duramente postos em cavidades ovais mal-cortadas, assistem a tudo imóveis, tal qual tratamento ludovico; mas a violência exposta está no campo das passionalidades, os afetos escoando pelos dedos disformes enquanto uma prece é mal ouvida, se isso é matéria inexistente, por favor, me acorde.


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