11.9.14

Confessionário | ATO II

Na primeira vez eu já sabia da conexão profunda dada pelos diversos afetos;  filmes, leituras, músicas e principalmente pela palavra, a verve tua alimentando um já prolongado hiato meu. Num texto a confissão de um costume que também é paridade, de outro modo sendo o mesmo - saca? - fez-me sentir um pouco mais sua, parte, quase matéria e contato físico, irreal possibilidade dada num sentir que afunda o dedo no estomago, para provar que é aqui e agora que devo me fixar, os olhos, o trabalho-de-conclusão-de-curso longe de ser, sequer, dado pela metade, os filmes que geram mãos suadas, teu afeto que nunca fora meu, mas eu sinto, pelas letras, pelos olhares tantos, pelos toques que buscam um refúgio dum amor faltante, que agora se alocou noutro espaço, o das saudades. 

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