29.9.14

50 desenhos para assassinar magia

Minha opinião sobre arte sempre parte diretamente daquilo que o filme, música, fotografia, peça, performance ou a forma que for, atinge em meus afetos. Assim, gostar ou não, para além de qualquer técnica (que pouco ou nada entendo), é o que se forma quando a obra cutuca e revira como um dedo pontiagudo o terror mais íntimo ou a paixão que se exacerba. Entre os muitos filmes, existe um - Possession (Andrzej Zulawski) - e uma sequência específica com a Isabelle Adjani no metrô em puro expurgo, que conseguiu despertar todas ansiedades, horrores e ao mesmo tempo uma paixão pela força, pelo âmago exposto em movimento. O corpo como matéria do subjetivo, como metáfora do que ocorre nas entranhas, não há máscara quando estamos pelo avesso. O que senti hoje assistindo-os perpassou tudo isso, pulsou também em mim.

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