13.6.14

Nota # 01

Da angústia - por falta de nome melhor ao aperto indecifrável - que me toma com o peso que é permitido à certas palavras, tento fingir que apesar de ser, não é nada. Como arrepio incômodo, mas efêmero, de uma porta que se bate sem ninguém ao lado. Como o instante que teu olhar fugiu do meu sorriso espasmódico, dado quase por engano. Como o flamenco que escorrega pela língua de Concha Buika, esmagando cada ossinho do ouvinte, que é largado sem avisos após os cinco minutos e vinte da canção.

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