30.10.12

A vida em vias como veias em circulação

A frase acaba aí, um aforismo inventado pela face anônima dos que estão em trânsito. Tudo o mais, inclusive isto, é pura verborragia. Não paro no entanto, pois, a máscara me proporciona a liberdade de papel e caneta, um fluxo de consciência mesmo que turvo, num intelecto pobre e ultrapassado. O (des)fluxo deste continuo gerundio de ir por trilhos e asfaltos, no fim, sempre neste que se coloca como linha inalcançável do horizonte, não é mais do que um longo cansaço inventado, um movimento que simulei para fazer dar certo, mas descarrilhou.

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