12.10.11

Em defesa da palavra.

"Em realidade, a gente escreve para as pessoas com cuja sorte ou má sorte - se sente identificado: os que comem mal, os que dormem pouco, os rebeldes e humilhados desta terra; que em geral nem sabem ler. Dentre a minoria alfabetizada, quantos dispõem de dinheiro para comprar livros? Será que tal contradição se resolve quando a gente diz que escreve para essa cômoda abstração chamada "massa"? "

Eduardo Galeano, p14, Vozes e Crônicas.

2 comentários:

Roberto Borati disse...

mestre!

LUH 3417 disse...

Estou adorando degustar tuas escritas... sorte a minha! virei assídua.